Eita feriazinhas mais conturbadas!! No início de dezembro tive a ruptura do ligamento no tornozelo, e até agora ainda estou em função disso, fisioterapia, etc. Além disso, estou trabalhando desde o início de janeiro, na academia, como um bico. E ontem extrai 2 sisos, tô com a boca ainda bem inchada, dor, dificuldade pra comer, etc. O básico.. E tem a organização do casamento, que demanda tempo, paciência e uma certa dose de ansiedade. Mas tento levar essas coisas de forma bem tranquila, a gente faz o que tem que fazer e aproveita ao máximo as situações.
A minha dificuldade maior para tocar esse tempo tem sido a enorme quantidade de horas em que passo sozinho! Muito tempo dentro de ônibus ou da baia da fisio, tempo sozinho em casa, e mesmo quando estou na academia, não deixa de ser um tempo solitário, pq não estou ali como amigo das pessoas (por mais que tenha amizade com elas, e que converse sempre, sobre os mais variados assuntos), mas como um profissional, no momento de lazer daqueles alunos. Na realidade, mesmo dar aula em uma escola, como eu faço durante o ano, é um trabalho solitário - solitário frente a 25 alunos, por mais que eles sejam participativos.
Não estou reclamando. Apenas refletindo o quanto está se tornando necessário que as pessoas aprendam (eu inclusive e principalmente) a viver muito tempo apenas consigo mesmo. Até este blog é a própria prova do que estou dizendo. Falamos para uma tela de computador, e outras pessoas, tb sozinhas lêem e compartilham ou discordam das minhas impressões. Às vezes se manifestam, mas na maior parte das vezes não. E isso acontece o tempo todo, ao redor de todo o mundo.
A internet tem o papel master de mostrar isso: o que são as redes sociais, os serviços de conversa eletrônica, até os portais focados em pornografia, senão paliativos para o sentimento de isolamento e inadequação das pessoas? Infelizmente, nesse sentido eles não tem alcançado sucesso: arrebanham milhões de pessoas, famosas ou anônimas, ricas e pobres (pelo menos as que frequentam Lan Houses ou tem internet acessível no serviço), mas nenhuma dessas pessoas sentem-se mais integradas ao mundo quando encostam a cabeça no travesseiro. Continuam solitárias, mesmo em uma casa cheia de gente, numa festa cheia de gente, ou assistindo o Big Brother, e ligando inúmeras vezes para definir o rumo dos confinados. Continuam sozinhas e sem nenhum sentido de relevância frente ao mundo.
Somo "seres sociais", como dizem os estudiosos (também eles solitários em seus estudos e divagações), e sofremos com essa necessidade, precisamos de gente. Não é fácil, para ser humano nenhum, lidar com isso, e cada vez teremos que despender mais energias para superar esse desafio.
sábado, janeiro 29, 2011
quarta-feira, dezembro 08, 2010
O que o cristão deve querer da vida? [parte 2]
Continuando (agora no laptop da minha irmã, com gesso até o joelho) o post de ontem, é importante relembrar que a prioridade do cristão, seja em que área for, é o Reino de Deus. A Bíblia é pródiga em repetir isso das mais diversas maneiras, em parábolas, em falas bem diretas de Cristo, no testemunho dos apóstolos, profetas e de cada pessoa comum citada. Quando a noção de Reino de Deus era paralela com a de Reino de Israel, ficava mais fácil compreender, talvez até confundir com algum tipo de patriotismo, com homens e mulheres se comprometendo até a morte com o Povo Escolhido. Mas a partir da vinda de Cristo, tudo se tornou mais amplo, mais complexo, e ao mesmo tempo mais simples e mais profundo na vida de cada crente.
O cristão, em sua visão de mundo inspirada pelo Espírito Santo, percebe que a realidade como a conhecemos com os sentidos é apenas uma parte do que existe, e compreende melhor a relação entre os acontecimentos cotidianos e o projeto arquitetado por Deus "antes da fundação do mundo". Ao mesmo tempo, se percebe como um ser mais importante e relevante, justamente em virtude de ter sido escolhido e preparado pelo próprio Deus para atuar e abençoar o que existe a sua volta.
E daí, onde entra o trabalho, as aquisições (carro, casa, moto, casa de praia), o lazer, o casamento, os filhos e tudo o mais? Como aplicar "o Reino de Deus e a sua justiça" a todas essas questões, tão prioritárias, pelo menos em nossa sociedade? E até onde são verdadeiramente prioritárias, do ponto de vista de Deus?
Mais elucubrações (!!) no próximo post
O cristão, em sua visão de mundo inspirada pelo Espírito Santo, percebe que a realidade como a conhecemos com os sentidos é apenas uma parte do que existe, e compreende melhor a relação entre os acontecimentos cotidianos e o projeto arquitetado por Deus "antes da fundação do mundo". Ao mesmo tempo, se percebe como um ser mais importante e relevante, justamente em virtude de ter sido escolhido e preparado pelo próprio Deus para atuar e abençoar o que existe a sua volta.
E daí, onde entra o trabalho, as aquisições (carro, casa, moto, casa de praia), o lazer, o casamento, os filhos e tudo o mais? Como aplicar "o Reino de Deus e a sua justiça" a todas essas questões, tão prioritárias, pelo menos em nossa sociedade? E até onde são verdadeiramente prioritárias, do ponto de vista de Deus?
Mais elucubrações (!!) no próximo post
Intervalo
Após o post de ontem a noite, fui jogar bola... cerca de meia hora de jogo, em uma dividida, virei o pé e ouvi o estalo... fui pra clínica na mesma hora: rompi o ligamento fibulo-talar anterior do tornozelo direito.. o mesmo ligamento que rompi em 2003 no pé esquerdo, jogando handebol durante um JINEF.. Agora tô com o pé imobilizado, pra cima, de atestado.. na sexta ou no sábado volto a trabalhar, mas pela metade, hehe.
"Assim é, pq a Deus aprouve. Apenas glorifiquemos, adoremos o nome sobre todo nome. Louvado seja Deus." No Twitter, pelo @gabribelo.
"Assim é, pq a Deus aprouve. Apenas glorifiquemos, adoremos o nome sobre todo nome. Louvado seja Deus." No Twitter, pelo @gabribelo.
terça-feira, dezembro 07, 2010
O que o cristão deve querer da vida?
Nessa série de posts, estou querendo pensar a vida do que poderia ser chamado o "cristão médio". Não o cristão medíocre, mas o que não está incumbido de nenhum dos tais "ministérios de tempo integral" (pastor de igreja, missionário transcultural, plantador de igrejas, etc.). Até essas nomenclaturas são falsas e pouco representativas da realidade da vida cristã: todo cristão tem um ministério de tempo integral. Afinal, o que é o trabalho da mãe que fica em casa durante anos, ensinando suas crianças no caminho? ou do líder jovem que acompanha seus colegas na universidade, nas escolas, no princípio de sua vida profissional? Como podemos não lembrar que cada papel social de um cristão já é seu próprio ministério, ou seja, a responsabilidade que lhe foi imputada por Cristo?
Voltando ao início, o cristão médio é justamente esse que tem incumbências profissionais, desafios em sua própria casa, relacionamentos de amizade, um casamento, filhos, pais, etc., e que está envolvido 24 horas por dia, 7 dias por semana com essas atividades. Ao mesmo tempo é um cristão que, enxergando além das necessidades mais próximas, também atua em uma comunidade organizada, se responsabiliza por certos "serviços" em sua igreja. Ou seja, o cristão médio é aquele que compõe a imensa maioria das nossas igrejas mas, ao mesmo tempo, se diferencia da massa por ser comprometido e enxergar a mesma coisa, tanto na igreja quanto na sua rotina "secular", a saber: as pessoas no meio das quais Deus o colocou e às quais deve servir, como se fosse ao próprio Deus.
Não é uma compreensão que seja senso comum no meio das igrejas; pelo contrário, a prática mais presente entre os evangélicos (e completamente antibíblica) - por mais que muitos não a verbalizem - é a de que a vida cristã se resume às atividades realizadas na igreja, ou no domingo, ou no fim de semana e nas reuniões de oração de quarta-feira, etc. Para esse crente, as atividades profissionais, ou a forma como ele conduz sua vida afetiva ou familiar é assunto privado, ninguém deve se meter. Seja porque o mercado é muito voraz e não comporta os princípios de amor ao próximo e justiça tão radicais pregados na Bíblia, ou porque ninguém deve por o dedo em brigas (e decisões) de marido e mulher.
Justificativas são muitas, mas pensar a vida do cristão, suas prioridades e seus princípios só é válido se enxergarmos a vida do cristão como um todo, em que Deus vai tocar de segunda a segunda, em cada ambiente, cada decisão, cada aspecto. Deus não quer 10% do meu salário e não quer 1/7 do meu tempo, Deus quer 100% e não aceitará menos do que isso!!
Daqui a pouco tem mais... Abraços.
segunda-feira, novembro 22, 2010
Pedido..
Pros milhares de leitores desse blog:
Eu sei que não são muitos, mas gostaria de pedir um favorzão: se manifestem, pelo menos uma vez, nos comentários, pra eu saber quem são.. eu tenho sido muito relapso em escrever, muita correria no trampo e com as coisas do casório e da igreja, mas prometo continuar por aki...
Abraços a todos...
Eu sei que não são muitos, mas gostaria de pedir um favorzão: se manifestem, pelo menos uma vez, nos comentários, pra eu saber quem são.. eu tenho sido muito relapso em escrever, muita correria no trampo e com as coisas do casório e da igreja, mas prometo continuar por aki...
Abraços a todos...
sábado, novembro 06, 2010
On The Road
"...gosto de muitas coisas ao mesmo tempo, e me confundo inteiro, e fico todo enrolado correndo de uma estrela cadente para outra até desistir. Assim é a noite, e é isso que ela faz com você, eu não tinha nada a oferecer a ninguém, a não ser minha própria confusão." (p. 161)
"Algo, alguém, algum espírito nos perseguia, a todos nós, através do deserto da vida, e estava determinado a nos apanhar antes que alcançássemos o paraíso. Naturalmente, agora que reflito sobre isso, trata-se apenas da morte: a morte vai nos surpreender antes do paraíso. A única coisa pela qual ansiamos em nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar e nos submetermos a todos os tipos de náuseas singelas, é a lembrança de uma alegria perdida que provavelmente foi experimentada no útero e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso) na morte. Mas quem quer morrer?" (p. 159)
"Algo, alguém, algum espírito nos perseguia, a todos nós, através do deserto da vida, e estava determinado a nos apanhar antes que alcançássemos o paraíso. Naturalmente, agora que reflito sobre isso, trata-se apenas da morte: a morte vai nos surpreender antes do paraíso. A única coisa pela qual ansiamos em nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar e nos submetermos a todos os tipos de náuseas singelas, é a lembrança de uma alegria perdida que provavelmente foi experimentada no útero e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso) na morte. Mas quem quer morrer?" (p. 159)
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