Hoje eu fui matar tempo numa livraria, obviamente. Tem certos costumes que é difícil perdermos, e nem sei se queremos perder. Este é um dos meus: tenho 10 minutos sobrando no centro, eu entro numa livraria, num sebo ou algo do gênero. Se Florianópolis tivesse sebos melhores e, quem sabe, bancas de revistas decentes, eu com certeza perderia a hora mais vezes...
Mas hoje eu passei uns 20 minutos procurando umas revistinhas, olhando o preço de algumas coisas. E descobri que ler quadrinhos é um hobby meio caro, pelo menos aki em florianópolis. Por quê? Se você não conhece Floripa: aqui não se encontra quase nada de qualidade nos sebos. E até existem alguns sebos, mas acho que eles sobrevivem apenas de vender playboys antigas e revistas de ponto cruz!!! É só o que se encontra em quantidade nesses lugares. E o pior: quem trabalha nos sebos não conhece nada, não sabe o que tem nas prateleiras, e, mesmo quando sabe, não conhece os autores, nunca leu nada!!!
E eu fui procurar histórias em quadrinhos nos sebos nos últimos dias.. Normalmente eu compro os TEX, mas queria ver se há outras coisas interessantes. Mas não achei!! Dae fui pra loja, ver quanto custam as revistas novas. E as lojas também não são das melhores, mas há bastante coisa interessante. E outra coisa que eu notei:há quadrinhos de todos os tipos, e sobre coisas totalmente diferentes!
Por exemplo: há os clássicos Tintim e Asterix; os ótimos e inteligentes Calvin e Mafalda (em edições de bolso, de luxo, coletâneas, e diversas outras opções); históricos como MAUS (uma história mto legal sobre o Holocausto); super produções como "300 de Esparta"; o incomparável (sou muito fã) Charlie Brown, o "Minduim"; e até coisas bem estranhas pro mundo dos quadrinhos, como a biografia de Nietzshe, uma adaptação de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, e uma versão "mais amigável" de Pai Rico, Pai Pobre.
Os quadrinhos são uma opção de escrita que vem sendo explorada nos últimos anos de uma forma bastante eclética, mas como em todo o mercado literário brasileiro, ainda há pouca divulgação e até mesmo valorização das obras. Não conheço praticamente nenhum professor que use esse recurso para instigar seus alunos no gosto pela leitura e na paixão pelo conhecimento. Nem mesmo tratam desse material tão rico nas aulas de artes ou de literatura! Como é possível ignorar uma manifestação tão antiga e tão atraente?
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