Quadrinhos são histórias escritas de uma forma muito diferente, mescla de texto e imagem, charge e conto. Desde pequeno, dos tempos em que aprendi a ler, algumas revistas estiveram presentes: A Turma da Mônica e os DuckTales da Disney. Preferia as histórias de investigação do Mickey e as sujeirices do Cascão.
Um pouquinho mais velho, graças à Biblioteca Pública do Parque Edu Chaves, em SP, entrei em contato com os franceses Uderzo e Goscinny, autores de Asterix, e com o belga Hergé, autor de As Aventuras de Tintin. Nesse último caso, o interesse veio, na verdade, de uma série que passava na TV Cultura, no início da década de 1990. Com certeza eram histórias escritas há muitas décadas e com um cunho histórico bem definido, o que me interessava muito na adolescência, e interessa até hoje.
Na mesma época, início da adolescência, um amigo da escola me apresentou a Tex Willer, herói de faroeste, escrito pela Bonelli Editores, casa italiana. Um aparte: parece que os europeus em geral, e especificamente os italianos, tem uma grande predileção pelos quadrinhos de faroeste. Revistas mais caras, não encontradas nas bibliotecas, fui parar nos sebos. E descobri mais uma paixão: fuçar estantes carunchadas (ai da minha rinite!) atrás de gibis e outras preciosidades... Pena que em Floripa não as haja em tanta quantidade, nem com tanta qualidade.
Depois disso, passei por algumas fases mais DC Comics e Marvel, acompanhando algumas aventuras de super-heróis e descobrindo a arte de baixá-las da internet, quando o acesso ao exemplar é difícil ou caro. Mas não é a mesma coisa! Se baixar músicas ou filmes, em geral não afeta a experiência de apreciá-los, ler sempre é muito mais agradável quando há o toque com o papel e a tinta. Posso parecer muito conservador, mas precisamos lembrar que a arte do desenho e da escrita é a relação entre o homem, o pincel e o papel. Manter um blog e escrever por essa máquina tem suas vantagens, mas o papel ainda tem uma mágica insubstituível - e além da mágica tem também uma poeirinha e um cheiro que são clássicos (olha a minha rinite se manifestando novamente!).
Sobre as aventuras de super-heróis, foi uma fase bastante rápida, que logo passou à arte das tirinhas. E pra isso, a internet é bastante prolífica. Tem de tudo! Coisa boa, sites interessantes, e alguns muito chatos e toscos. Mas virou um bom passatempo garimpar e selecionar os bons cartunistas.
E, mais recentemente (no último ano), passei a me interessar pelos quadrinhos mais elaborados, especialmente os livros como "300 de Esparta" e "Maus". Aí já é um hobby bem mais caro, mas que envolve uma complexidade muito maior, tanto dos textos e dos temas, quanto da própria arte gráfica.
É uma arte ainda pouco explorada entre as crianças e adolescentes, talvez ainda fruto de um preconceito sobre o que seja a "verdadeira literatura" por parte de pais e professores. Mas o meu testemunho é que os quadrinhos foram uma parte importante no processo de me aproximar do universo da leitura.
quarta-feira, setembro 10, 2008
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