"Tudo que se vê, pra que crer
Tudo que crê, pra que ter
Tudo que se tem, pra quem?"
sexta-feira, maio 25, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
Till it happens to you
"please don't ask me where I'm going
cuz I don't know
no I dont know
cuz I don't know
no I dont know
anymore"
domingo, abril 08, 2007
A Noite
Passei as últimas horas em frente ao computador. Véspera de Páscoa, muita chuva, nenhum dinheiro, aproveitei pra tirar o atraso. Pesquisar algumas coisas, ler outras, percorrer os blogs e flogs de amigos, ouvir boa música.
E lembrei que há muito tempo não escrevo aki. Talvez eu tenha desanimado, talvez não tivesse o que dizer. Ou talvez o que houvesse pra dizer não devesse ser dito aki. Mas acho que estou de volta, pelo menos pra marcar presença.
A vida tá boa, podia estar melhor, podia estar bem pior. Mas o que realmente importa está muito bom, estamos crescendo, aprendendo um com o outro, a coisa está se tornando uma ótima realidade e não mais apenas um sonho.
E lembrei que há muito tempo não escrevo aki. Talvez eu tenha desanimado, talvez não tivesse o que dizer. Ou talvez o que houvesse pra dizer não devesse ser dito aki. Mas acho que estou de volta, pelo menos pra marcar presença.
A vida tá boa, podia estar melhor, podia estar bem pior. Mas o que realmente importa está muito bom, estamos crescendo, aprendendo um com o outro, a coisa está se tornando uma ótima realidade e não mais apenas um sonho.
E os sonhos a partir de agora são outros... boa noite!!
quinta-feira, março 08, 2007
As Nossas Histórias
Um grande novo amigo meu, no sábado passado, fez um excelente comentário sobre a importância da Bíblia na vida dos cristãos. Pensei sobre isso nos últimos dias e cada vez compreendo o quanto ele estava certo na abordagem. E mesmo assim, o que ele disse é muito simples, ele apenas disse que devemos olhar para a Bíblia como sendo o conjunto das nossas histórias. E o que ele quis dizer com isso? Rebaixou a Palavra de Deus a contos de fadas?
Acredito que não e ele mesmo explicou isso. Quando as pessoas do tempo de Jesus liam o Antigo Testamento, ou mesmo as pessoas que não tinham ainda essa compilação mas liam o Pentateuco, ou ouviam as histórias do povo de Israel em casa, viam esses relatos como a sua própria história. Viam o que estava escrito como a história da ação e das palavras de Deus no meio da sua própria família. E é assim que devemos enxergá-las! Afinal, se não acreditarmos nelas, de que nos servem?
E o Novo Testamento, alguma diferença? Nem um pouco, nada! A história das ações e palavras do Deus encarnado - Jesus, do Deus Espírito Santo na Sua Igreja, e das palavras inspiradas dos apóstolos - tudo é a nosso história como povo escolhido e separado de Deus.
E aí, o que muda nessa perspectiva? As histórias de qualquer povo moldam a sua cultura, os seus pensamentos e suas posições diante do mundo. Se não damos valor às nossas histórias, se não as ouvimos e contamos, que cultura estamos construindo para nós mesmos? A única opção que nos resta é nos amoldar a cultura, ao pensamento e à esperança deste mudo. Não me parece uma boa opção, não é mesmo? Então, voltemos às nossas histórias!
Acredito que não e ele mesmo explicou isso. Quando as pessoas do tempo de Jesus liam o Antigo Testamento, ou mesmo as pessoas que não tinham ainda essa compilação mas liam o Pentateuco, ou ouviam as histórias do povo de Israel em casa, viam esses relatos como a sua própria história. Viam o que estava escrito como a história da ação e das palavras de Deus no meio da sua própria família. E é assim que devemos enxergá-las! Afinal, se não acreditarmos nelas, de que nos servem?
E o Novo Testamento, alguma diferença? Nem um pouco, nada! A história das ações e palavras do Deus encarnado - Jesus, do Deus Espírito Santo na Sua Igreja, e das palavras inspiradas dos apóstolos - tudo é a nosso história como povo escolhido e separado de Deus.
E aí, o que muda nessa perspectiva? As histórias de qualquer povo moldam a sua cultura, os seus pensamentos e suas posições diante do mundo. Se não damos valor às nossas histórias, se não as ouvimos e contamos, que cultura estamos construindo para nós mesmos? A única opção que nos resta é nos amoldar a cultura, ao pensamento e à esperança deste mudo. Não me parece uma boa opção, não é mesmo? Então, voltemos às nossas histórias!
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Um Mundo sem Homens
Vivemos num mundo sem homens! Uma constatação paradoxal, tendo em vista que somos tradicionalmente uma sociedade machista. Mas existem diferenças gritantes entre "machos dominantes" (créditos ao Samuca) - mandões, grosseiros, violentos - e homens - conscientes de suas responsabilidades, cuidadosos, trabalhadores, equilibrados, respeitosos.
Num país "cristão", em que qualquer sinal de emoção sincera é considerado "coisa de boiola" e, ao mesmo tempo, há manifestações desequilibradas e desesperadas, a fé é confundida com manifestações chorosas e barulhentas de comoção coletiva. Não é isso que vemos no relacionamento íntimo, submisso e muitas vezes envolvidos em silêncios perturbadores e choros comovidos de homens como Abraão, Davi, Jó ou Daniel. Relacionamento que envolve seriedade e dureza.
Precisamos nos perguntar como serão os homens de amanhã. Estamos formando líderes? Líderes honestos, conscientes dos enormes desafios? Líderes com sede e fome de justiça? Líderes com temor de Deus? Com desejo de ter um coração segundo o coração de Deus?
Num país "cristão", em que qualquer sinal de emoção sincera é considerado "coisa de boiola" e, ao mesmo tempo, há manifestações desequilibradas e desesperadas, a fé é confundida com manifestações chorosas e barulhentas de comoção coletiva. Não é isso que vemos no relacionamento íntimo, submisso e muitas vezes envolvidos em silêncios perturbadores e choros comovidos de homens como Abraão, Davi, Jó ou Daniel. Relacionamento que envolve seriedade e dureza.
Precisamos nos perguntar como serão os homens de amanhã. Estamos formando líderes? Líderes honestos, conscientes dos enormes desafios? Líderes com sede e fome de justiça? Líderes com temor de Deus? Com desejo de ter um coração segundo o coração de Deus?
segunda-feira, janeiro 29, 2007
O Homem e Deus
Terminei de ler na semana passada um clássico: "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley. Me senti muito idiota por não ter lido antes... Uma das preciosidades do livro, além de inúmeras percepções sobre a realidade humana, são as citações. Uma delas decidi transcrever abaixo:
"Não nos pertencemos mais do que nos pertence o que possuímos. Não fomos nós que nos fizemos, não podemos ter domínio supremos sobre nós mesmos. Não somos nossos senhores. Somos propriedade de Deus. Não é uma felicidade ver as coisas dessa maneira? Há alguma felicidade ou algum conforto em considerar que nos pertencemos? Os moços e os ricos podem pensar assim. Estes podem julgar ser uma grande coisa fazer tudo à sua maneira, como supõem - não depender de ninguém, não pensar em alguma coisa que não lhe esteja ao alcance da vista, não se preocupar com a gratidão contínua, a prece contínua, o dever de referir continuamente à vontade de outro todos os seus atos. Mas à medida que o tempo passa, eles, como todos os homens, verificarão que a independência não foi feita para o homem, que ela é um estágio antinatural; pode satisfazer por um momento, mas não nos leva em segurança até o fim..."
Cardeal John Henry Newman (inglês, cardeal da Igreja da Inglaterra, Séc. XIX)
Boa semana a todos...
"Não nos pertencemos mais do que nos pertence o que possuímos. Não fomos nós que nos fizemos, não podemos ter domínio supremos sobre nós mesmos. Não somos nossos senhores. Somos propriedade de Deus. Não é uma felicidade ver as coisas dessa maneira? Há alguma felicidade ou algum conforto em considerar que nos pertencemos? Os moços e os ricos podem pensar assim. Estes podem julgar ser uma grande coisa fazer tudo à sua maneira, como supõem - não depender de ninguém, não pensar em alguma coisa que não lhe esteja ao alcance da vista, não se preocupar com a gratidão contínua, a prece contínua, o dever de referir continuamente à vontade de outro todos os seus atos. Mas à medida que o tempo passa, eles, como todos os homens, verificarão que a independência não foi feita para o homem, que ela é um estágio antinatural; pode satisfazer por um momento, mas não nos leva em segurança até o fim..."
Cardeal John Henry Newman (inglês, cardeal da Igreja da Inglaterra, Séc. XIX)
Boa semana a todos...
Liberdade
Post escrito originalmente na sexta-feira (25.01.07). Só agora deu tempo de postá-lo na net...
Não sei como passar para o papel a quantidade de sentimentos que experimentei hoje. Com a realização da Convenção Batista Nacional aqui em Floripa estou tendo a chance de encontrar algumas pessoas que há muito eu naum via. E muitas coisas vêm a tona em momentos assim.
Um sentimento é a admiração por um projeto, por uma visão e por um homem. O Maestro Donaldo Guedes, ministro de música da Igreja Batista da Liberdade, em SP, é um dos principais responsáveis pela atmosfera de música da minha infância, e vê-lo novamente regendo, dando as mesmas broncas que ouvi aos 13 anos de idade, e não gostando quando a platéia aplaude o seu trabalho, tudo me dá muitas saudades.
Ao mesmo tempo, eu sei que estando em São Paulo, naquela igreja, eu teria acesso a muitas coisas, inclusive a continuar minha trajetória musical. No entanto, eu não teria muito da comunhão, amizades, intimidade, ensino e desafios que tenho na IPT e que tive durante esses mais de 10 anos, já morando em Florianópolis.
E fico triste por ter saído de lá e muito feliz por ter chegado aki.
Minha mãe costuma dizer que não sabemos nada sobre a nossa própria vida, nosso futuro. Eu posso sonhar que um dia terei a mistura desses dois mundos.. talvez soh no céu... talvez eu ajude a construir isso em algum lugar...
Não sei como passar para o papel a quantidade de sentimentos que experimentei hoje. Com a realização da Convenção Batista Nacional aqui em Floripa estou tendo a chance de encontrar algumas pessoas que há muito eu naum via. E muitas coisas vêm a tona em momentos assim.
Um sentimento é a admiração por um projeto, por uma visão e por um homem. O Maestro Donaldo Guedes, ministro de música da Igreja Batista da Liberdade, em SP, é um dos principais responsáveis pela atmosfera de música da minha infância, e vê-lo novamente regendo, dando as mesmas broncas que ouvi aos 13 anos de idade, e não gostando quando a platéia aplaude o seu trabalho, tudo me dá muitas saudades.
Ao mesmo tempo, eu sei que estando em São Paulo, naquela igreja, eu teria acesso a muitas coisas, inclusive a continuar minha trajetória musical. No entanto, eu não teria muito da comunhão, amizades, intimidade, ensino e desafios que tenho na IPT e que tive durante esses mais de 10 anos, já morando em Florianópolis.
E fico triste por ter saído de lá e muito feliz por ter chegado aki.
Minha mãe costuma dizer que não sabemos nada sobre a nossa própria vida, nosso futuro. Eu posso sonhar que um dia terei a mistura desses dois mundos.. talvez soh no céu... talvez eu ajude a construir isso em algum lugar...
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